Enquanto israelenses mantêm forte apoio à ofensiva contra o Irã, americanos rejeitam a guerra e pressionam Trump a recuar.
Nos últimos 19 dias, Israel enfrenta uma intensa ofensiva de mísseis e drones vindos do Irã e do grupo Hezbollah, com mais de 60 mil sirenes acionadas e cerca de 30 mortos. Mesmo diante da ameaça direta, 81% da população israelense apoia a guerra contra a República Islâmica, segundo pesquisa do Instituto da Democracia de Israel. Entre os judeus israelenses, esse índice chega a 92,5%, motivado pela percepção do regime iraniano como um inimigo real e pela crença de que a ofensiva pode eliminar o programa nuclear e a ameaça dos mísseis balísticos.
Apesar do forte respaldo à ação militar, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não registra aumento significativo em sua popularidade geral. Pesquisas indicam que apenas a confiança na sua liderança durante a guerra cresceu, mas isso ainda não se refletiu em ganhos políticos expressivos. Sua coalizão parlamentar permanece abaixo da maioria, e o cenário eleitoral segue estático.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump enfrenta resistência interna para manter o conflito. A maioria dos americanos não apoia a intervenção militar, e a situação econômica, com alta nos preços do petróleo, além do isolamento diplomático, pressionam por um fim à guerra. A renúncia do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, que criticou a ofensiva e afirmou que o Irã não representa ameaça iminente, expôs ainda mais as divisões no governo americano. Trump reagiu de forma ríspida, mas o episódio evidencia o desgaste do apoio à guerra dentro dos EUA.
Com informações do g1.