O Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (Coinfra/CNI) alertou para os efeitos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã sobre o setor industrial brasileiro. O fechamento do Canal de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás, intensificou a preocupação com a volatilidade dos mercados internacionais.
Segundo a entidade, o cenário gera instabilidade nos preços das commodities energéticas, como petróleo e gás natural, que influenciam diretamente os custos de produção no Brasil. Contratos industriais ligados ao preço do Brent e do índice asiático JKM já registram altas expressivas, com o barril de petróleo ultrapassando US$ 100 e o gás natural valorizando cerca de 50%.
Essa alta deve impactar setores que dependem intensamente de energia e derivados do gás, como fertilizantes, química, siderurgia e petroquímica. Além disso, pode haver pressão sobre a geração de energia elétrica, já que o país conta com 178 termelétricas a gás, responsáveis por 60% da geração térmica.
O Coinfra/CNI também destaca o risco para projetos futuros do setor elétrico, principalmente os que dependem do gás natural liquefeito (GNL). Com o preço do gás brasileiro entre os mais altos do mundo, há possibilidade de novos reajustes contratuais a partir de maio de 2026.
O presidente do Coinfra/CNI, Alex Dias Carvalho, defende a adoção de medidas para conter o aumento dos custos, protegendo consumidores e a competitividade da indústria nacional.
Com informações do Agora RN.