O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o Equador teria realizado um ataque aéreo próximo à fronteira entre os dois países, onde uma bomba não detonada foi encontrada perto de uma comunidade rural. No dia seguinte, Petro informou que 27 corpos carbonizados foram localizados na região, sem detalhar as circunstâncias.
Em resposta, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou ter autorizado qualquer bombardeio em território colombiano e disse que as operações militares visam apenas grupos criminosos dentro do próprio Equador. Ele também criticou a Colômbia por não controlar adequadamente a fronteira, permitindo a entrada de criminosos.
O incidente ocorreu perto da cidade colombiana de Ipiales, onde moradores relataram a queda de bombas vindas do lado equatoriano. A bomba encontrada pesa cerca de 250 kg e, segundo especialistas, é do tipo MK, uma arma de queda livre comum produzida no Brasil e nos Estados Unidos, mas a origem exata ainda não foi confirmada.
Além do conflito militar, os países enfrentam uma disputa comercial iniciada em fevereiro, com tarifas aplicadas mutuamente. Também há divergências sobre o combate ao narcotráfico na fronteira, onde o Equador lançou uma ofensiva militar apoiada pelos Estados Unidos para enfrentar grupos armados que atuam na região.
Com informações do g1 Mundo.