Em São Paulo, mais da metade do salário mínimo vai para a alimentação básica.
Um levantamento recente mostra que, em fevereiro, o trabalhador paulista precisou dedicar quase 116 horas para comprar os alimentos essenciais da cesta básica, o maior tempo entre as capitais brasileiras. Rio de Janeiro e Florianópolis também figuram no topo da lista, com 112 e 108 horas respectivamente. No outro extremo, Aracaju é a capital onde menos tempo é necessário: cerca de 76 horas.
Em média, quem recebe salário mínimo comprometeu 46,13% do rendimento líquido para a compra da cesta básica nas 27 capitais. São Paulo lidera o gasto proporcional, consumindo 56,88% do salário mínimo, enquanto Aracaju fica com 37,54%. O cálculo já considera o desconto da contribuição previdenciária.
O estudo ainda aponta que o salário mínimo ideal para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, mais de quatro vezes o valor atual de R$ 1.621. A disparidade reflete o alto custo da cesta básica, especialmente na capital paulista.
Além disso, a instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio pode pressionar ainda mais o preço dos alimentos no Brasil, elevando os custos para os consumidores.
Com informações do g1.