Donald Trump sinalizou a possibilidade de postergar sua visita à China, prevista para o final deste mês, enquanto pressiona Pequim a colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado durante o conflito com o Irã. A passagem é crucial para o transporte de petróleo, e a interrupção tem elevado os preços internacionais do combustível.
Em entrevista, Trump destacou a dependência chinesa do petróleo do Oriente Médio e ressaltou que aguarda uma resposta concreta da China antes de confirmar a viagem. O encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping está marcado para o dia 30, na Coreia do Sul, mas pode ser cancelado caso Pequim não se comprometa com a coalizão liderada pelos EUA para garantir a livre circulação no estreito.
Enquanto isso, o Irã mantém o bloqueio, afirmando que apenas navios de nações amigas têm autorização para transitar. O governo iraniano rejeita negociações diretas com os EUA e acusa Washington e Israel de iniciarem os ataques recentes. Trump, por sua vez, procura aliados para enviar embarcações militares à região, mas ainda não obteve adesão formal de nenhum país, incluindo a China.
Do lado chinês, a postura é de cautela. Um porta-voz reforçou a importância da estabilidade na região para o comércio global e afirmou que a China buscará diálogo e contribuirá para a redução das tensões, sem se comprometer diretamente com o pedido americano. A situação econômica delicada da China também pesa nas negociações, com o país revisando para baixo suas metas de crescimento.
Com informações do g1 Mundo.