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Ataque a escola no Irã deixa 175 mortos e pressiona EUA

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Bombardeio ao colégio Shajareh Tayyebeh atingiu dezenas de crianças e levantou suspeitas sobre os Estados Unidos.

O bombardeio aconteceu em 28 de fevereiro em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A escola, localizada ao lado de uma base da Guarda Revolucionária iraniana, foi atingida por mísseis que mataram pelo menos 175 pessoas, entre elas um grande número de crianças entre 6 e 12 anos. Imagens e investigações preliminares indicam que o ataque foi causado por um míssil Tomahawk, exclusivo dos Estados Unidos.

Autoridades americanas inicialmente negaram responsabilidade, mas uma investigação interna apontou erro no direcionamento das forças dos EUA, que teriam usado dados desatualizados para definir o alvo. O presidente Donald Trump chegou a atribuir a culpa ao Irã, mas depois disse estar aberto aos resultados da apuração. O caso aumentou a pressão política interna e internacional, com senadores americanos e a ONU cobrando uma investigação rigorosa.

Especialistas em Direito Internacional Humanitário destacam que escolas são protegidas, a menos que usadas para fins militares, e que o ataque pode configurar crime de guerra. Contudo, a punição internacional é incerta, já que nem EUA nem Irã integram o Tribunal Penal Internacional, e o Conselho de Segurança da ONU teria dificuldade em aprovar uma investigação devido ao veto americano. Internamente, porém, os responsáveis podem ser responsabilizados.

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Com informações do g1 Mundo.