Produção artesanal gera renda, mas expõe trabalhadores a riscos e crianças ao trabalho precoce.
No Rio Grande do Norte, a produção artesanal da castanha de caju é uma importante fonte de renda para pequenos agricultores, especialmente durante a entressafra de outras culturas. No entanto, o processo ainda traz grandes desafios, como queimaduras causadas pelo líquido corrosivo presente na casca da castanha, que pode irritar a pele e até apagar impressões digitais.
Na comunidade indígena Amarelão, em João Câmara, a extração é feita manualmente, com trabalhadores começando o dia cedo para evitar o calor. Embora o uso de luvas esteja mais comum, muitos já sofreram ferimentos durante a torra e quebra das castanhas. O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor nacional, com cerca de 20,5 mil toneladas anuais.
Outro problema persistente é o trabalho infantil. Apesar de não terem sido flagradas crianças trabalhando durante as recentes reportagens, auditorias confirmam que adolescentes ainda ajudam na produção, muitas vezes prejudicando o desempenho escolar devido ao cansaço. Especialistas reforçam a necessidade de apoio governamental para que as famílias possam superar essa situação.
Com informações do g1 RN.