O diretor de Logística da Petrobras, Claudio Schlosser, afirmou que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã não deve impactar as exportações de petróleo da estatal para países como Índia, China e Coreia do Sul. Segundo ele, essas vendas não dependem de rotas ameaçadas pela situação no Oriente Médio.
Schlosser também explicou que a importação de óleo para a Refinaria Duque de Caxias, que ocorre a cada três meses, pode ser feita por diferentes caminhos marítimos, como o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou o Mar Mediterrâneo, o que minimiza riscos logísticos.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a volatilidade do mercado, citando a possibilidade de o preço do barril de petróleo oscilar entre US$ 53 e US$ 180. Mesmo assim, defendeu que a empresa está preparada para enfrentar cenários variados e alertou contra especulações que possam inflacionar preços de produtos como o gás de cozinha.
Sobre os resultados financeiros, Magda comemorou o lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, quase três vezes maior do que em 2024, atribuindo esse desempenho à disciplina financeira e ao aumento da produção, especialmente com a ampliação da capacidade da FPSO Almirante Tamandaré. A estatal planeja acelerar a entrada em operação de outras plataformas nos próximos anos.
Com informações do Agora RN.