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Irã mantém controle rígido sobre acesso e notícias no país

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Restrição ao trabalho da imprensa e bloqueios de internet dificultam cobertura independente no Irã.

As autoridades iranianas intensificaram o controle sobre jornalistas estrangeiros e a circulação de informações, especialmente após recentes ataques e protestos. A região de Teerã que abriga a emissora estatal IRIB e a prisão de Evin tem sido alvo de alertas e ataques, complicando ainda mais a atuação da mídia independente no país. O jornalista japonês Shinnosuke Kawashima, por exemplo, foi preso após reportar sobre a repressão aos manifestantes, evidenciando os riscos para profissionais que desafiam a narrativa oficial.

Além da prisão de repórteres, o governo impõe frequentes cortes de internet e bloqueios a redes sociais, obrigando os iranianos a recorrer a VPNs para driblar as restrições. Enquanto a maior parte da população enfrenta apagões digitais, um seleto grupo de autoridades e jornalistas alinhados ao regime mantém acesso irrestrito, garantindo a circulação da versão oficial dos fatos.

O trabalho da imprensa estrangeira no Irã exige rígido credenciamento e cumprimento de planos pré-aprovados, com a circulação limitada e monitorada pelas autoridades. Muitos veículos operam sob censura e evitam temas sensíveis para permanecer no país, enquanto correspondentes enfrentam ameaças e restrições que dificultam a cobertura independente. Em eventos oficiais, o governo permite temporariamente a entrada de jornalistas, mas sob forte supervisão e controle editorial.

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O histórico de repressão à mídia no Irã remonta à eleição contestada de 2009, quando o regime endureceu as condições para a imprensa estrangeira e intensificou a censura. Desde então, protestos e tensões políticas têm levado a novas medidas restritivas, consolidando um ambiente onde o jornalismo crítico encontra grandes obstáculos para atuar e informar com liberdade.

Com informações do g1 Mundo.